O relatório da Polícia Civil de São Paulo sobre o suposto esquema de lavagem de dinheiro entre a advogada e influenciadora Deolane Bezzera e o Primeiro Comando da Capital (PCC) detalha o episódio de quando Dayanne Bezerra Santos, irmã de Deolane, tentou sacar R$ 1 milhão em espécie em uma agência bancária do Itaú, mas teve a operação barrada por suspeita de irregularidade. Após o episódio, Deolane processou o banco na Justiça.
seria utilizado para a aquisição de um imóvel. O banco chegou a oferecer a realização do pagamento por meio de transferência eletrônica, o que garantiria a rastreabilidade do recurso, mas a irmã de Deolane recusou a alternativa, segundo o que consta no relatório.
Diante do episódio, o Banco Itaú concedeu a Deolane e seus familiares um prazo até o dia 14 de janeiro para o encerramento definitivo de suas contas na instituição.
Informações colhidas pela polícia junto à imprensa indicam que, na época, Deolane possuía cerca de R$ 10 milhões investidos no banco. E a negativa do saque levou a influenciadora a mover uma ação cível contra a instituição.
A citação de Dayanne no relatório reforça a tese dos investigadores de que o núcleo familiar de Deolane utiliza movimentações financeiras complexas para ocultar a origem de recursos. O relatório aponta o que considera uma incompatibilidade entre os valores declarados por Deolane no Imposto de Renda e a movimentação financeira identificada pelos investigadores.
Segundo a polícia, a influenciadora movimentou R$ 7.665.194,62 em créditos efetivos, enquanto declarou R$ 577.945,46 no Imposto de Renda, diferença apontada no documento em R$ 6.534.289,15.
O documento aponta que tanto Dayanne quanto a mãe, Solange Bezerra, apresentam movimentações mensais na ordem de milhões de reais, o que seria, segundo a polícia, em "aparente dissintonia com as rendas formalmente declaradas".
As advogadas Deolane e Dayanne Bezerra, citadas no inquérito que investiga lavagem de dinheiro do PCC. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Dayanne Bezerra é sócia de Deolane na empresa Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda, apontada no inquérito como o principal veículo de um esquema de lavagem de capitais.
Ainda no relatório consta que, em ocasiões anteriores, a defesa de Deolane Bezerra e seus familiares negou qualquer envolvimento com atividades ilícitas, afirmando que o patrimônio da família é fruto de atividades profissionais lícitas e de sua atuação nas redes sociais.
Em postagens citadas pelo relatório, Deolane chegou a ironizar as suspeitas de ligação com o crime organizado.
Em nota, a defesa da advogada ressaltou a inocência de Deolane e afirmou que "os fatos serão devidamente esclarecidos por esta". Posteriormente, em nota, a defesa da advogada ressaltou a inocência de Deolane e afirmou que "os fatos serão devidamente esclarecidos por esta".
Fonte: Direitonews
Reprodução/Redes Sociais

0 Comentários