Polícia apura se família foi morta por engano após suspeito entrar na rua errada no Paraná

Foto: Polícia Civil (PC-PR)

Homem, de 32 anos, foi preso no litoral catarinense na noite desta terça-feira (02). Crime foi registrado em Sarandi e vitimou três pessoas

As investigações apontam que o homem, de 32 anos, suspeito de ser o responsável pela chacina em um bar de Sarandi (PR), matou as vítimas por engano ao virar uma esquina errada. Segundo a Polícia Civil, ele era "assassino profissional" e havia saído da cadeia recentemente. A ocorrência foi registrada na noite do dia 22 de maio, em um bar da cidade, e deixou três mortos, um casal e o primo adolescente de um deles.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o crime foi encomendado devido a uma disputa territorial do tráfico de drogas. O mandante havia determinado a morte de dois concorrentes da região, mas o suspeito, ao se aproximar do local combinado, teria virado na direção contrária e disparado contra uma família que estava sentada na calçada de um bar. Um outro cliente que estava próximo conseguiu escapar sem ferimentos.

Com extensa ficha criminal por tráfico de drogas e homicídios, o homem havia saído da prisão há pouco tempo. Ele foi localizado no litoral catarinense durante uma operação conjunta entre a Polícia Militar de Santa Catarina e do Paraná, após o recebimento de denúncias anônimas, na noite desta terça-feira (02). O suspeito, que estava escondido na casa de uma irmã, foi abordado no momento em que desembarcava de um carro de aplicativo. Ele foi encaminhado ao Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí e será interrogado por videoconferência nesta sexta-feira (5). Ainda não há previsão para sua transferência ao Paraná.

No dia 27 de maio, a polícia prendeu preventivamente um homem, de 36 anos, suspeito de ter ajudado o atirador. Três dias depois, suspeito de ser o mandante do crime, de 25 anos, foi preso em uma operação.

Quem eram as vítimas
As vítimas atingidas pelos disparos foram a esposa Jéssica de Jesus Hass, de 32 anos, o marido Rafael Moreira do Amaral, de 37 anos, e o primo de Rafael, Matheus Souza do Amaral, de 15 anos. O casal morreu no local. O adolescente, que era filho do dono do bar, chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Universitário de Maringá, mas não resistiu aos ferimentos. Conforme a Polícia Militar, nenhum deles possuía antecedentes criminais.

O crime
O ataque ocorreu no dia 22 de maio, em Sarandi, enquanto as vítimas participavam de um churrasco entre amigos e familiares para celebrar a futura inauguração do estabelecimento, que havia sido adquirido pelo pai do adolescente. Testemunhas relataram que o criminoso passou pela rua observando a movimentação antes de retornar armado. Ele perseguiu o casal até o interior do imóvel, onde Rafael teria perguntado o motivo do ataque antes de ser executado na cozinha. Matheus foi atingido na cabeça enquanto estava na calçada, chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Universitário de Maringá, mas não resistiu aos ferimentos.

O autor dos disparos utilizava um colete balístico e uma pistola calibre 9 milímetros, chegando a descarregar a arma e trocar o carregador durante o atentado para continuar atirando. Na fuga, o suspeito se deparou com uma equipe da Polícia Militar que patrulhava a região. Ao perceber a aproximação dos agentes, ele abandonou a pistola e o colete em uma esquina e conseguiu escapar a pé. Todo o material foi apreendido pela perícia.

Fonte: TN