Celulares apreendidos levam Deolane e Marcola à condição de réus em investigação

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A investigação do Ministério Público de São Paulo que levou a Justiça a tornar réus Deolane Bezerra, o líder do PCC Marcola e outras quatro pessoas tem como base principal conteúdos extraídos de dois celulares apreendidos, considerados pela acusação como “prova nuclear” do caso.

Segundo a decisão judicial, os aparelhos continham áudios, conversas no Telegram e comprovantes de depósitos que ajudariam a reconstruir supostos fluxos financeiros ligados a uma organização criminosa. As mensagens indicariam a movimentação de valores, contas utilizadas e possíveis destinatários dos recursos.

Em um dos celulares, mensagens e áudios citariam a atuação de pessoas próximas a Marcola e apontariam possíveis repasses de dinheiro ligados ao PCC. Já em outro aparelho, foram encontradas conversas envolvendo familiares de investigados e o envio de dados bancários e comprovantes de transferências.

Além disso, a investigação, conduzida pelo Gaeco, também se apoia em relatórios financeiros, quebras de sigilo bancário e dados do Coaf. O Ministério Público afirma que esses elementos indicariam um esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas e movimentações financeiras estruturadas.

A Justiça aceitou a denúncia, o que transforma os investigados em réus e abre a fase de instrução do processo. Isso não significa condenação, mas o início da ação penal, em que serão analisadas as provas e as defesas apresentadas


Fonte: G1.