Homem Mata Mulher Com Golpes De Concreto Após Ser Rejeitado No Paraná

Foto: Arquivo Vitorino agora

A Polícia Civil do Paraná concluiu a investigação sobre o feminicídio de uma mulher de 30 anos, morta após rejeitar uma investida de cunho afetivo e sexual de um homem de 24 anos, em Palmeira, nos Campos Gerais. O investigado foi indiciado pelo crime.

O feminicídio aconteceu no dia 3 de agosto, em via pública. Conforme a investigação, vítima e autor conviviam socialmente e, momentos antes do crime, o homem teria feito uma investida contra a mulher.

Segundo a PCPR, ela reagiu e, durante a agressão, o investigado desferiu um golpe que fez com que a vítima caísse desacordada.

Na sequência, ele teria pegado um pedaço de concreto encontrado nas proximidades e atingido repetidamente a cabeça da mulher. Ela morreu ainda no local.

Parte da ação foi presenciada por uma testemunha, que prestou socorro e acionou os serviços de emergência.

A dinâmica foi reconstruída pela Polícia Civil a partir do depoimento da testemunha, relatos de familiares do investigado sobre o comportamento e as falas dele após o crime, além de registros audiovisuais obtidos durante o inquérito.

Suspeito fugiu para área rural

Após o crime, o homem fugiu. Ele foi localizado horas depois em uma localidade rural de Palmeira, durante diligências realizadas pelas polícias Civil e Militar.

O suspeito foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça.

Durante a investigação, testemunhas foram ouvidas, elementos periciais foram reunidos e registros digitais passaram por análise. Conforme a PCPR, o conjunto das provas permitiu apontar motivação de gênero, levando ao indiciamento por feminicídio.

A investigação também apontou uma circunstância que teria impossibilitado a defesa da vítima no momento dos golpes fatais.

O homem teve duas oportunidades para apresentar a própria versão durante o inquérito, mas exerceu o direito constitucional ao silêncio em ambas.

Com a conclusão da investigação nesta quarta-feira (12), o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, responsável por avaliar as próximas medidas judiciais.



Fonte: Catve