Com a oferta de boiadas e a procura pelas indústrias em equilíbrio, o mercado pecuário teve mais um dia de estabilidade nas cotações na maior parte das praças brasileiras nesta quarta-feira (12/8), informa a Scot Consultoria.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot, 24 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária. Foram registradas altas no norte de Minas Gerais, sudoeste de Mato Grosso, Cuiabá (MT), Santa Catarina, oeste do Maranhão, Paragominas (PA), Marabá (PA), Redenção (PA) e Acre.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, a cotação seguiu em R$ 350 a arroba para o pagamento em 30 dias. Os preços do “boi China”, da vaca e da novilha também não mudaram.
Em relação ao mercado externo, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que, após o melhor primeiro semestre da história, as exportações brasileiras de carne bovina iniciaram a segunda metade de 2026 em ritmo mais moderado, principalmente devido à redução dos embarques para a China e ao avanço do preenchimento da cota de importação chinesa, que já alcança 90%.
Em julho, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 257,983 mil toneladas, queda de 16,83% frente ao mesmo mês de 2025, enquanto a receita recuou 6,02%, para US$ 1,56 bilhão. A menor retração da receita reflete a valorização do preço médio, que subiu 13,2%, com US$ 6.069,17 por tonelada.
O aumento do preço médio ajudou a limitar a queda da receita, e outros mercados como Estados Unidos, Chile, União Europeia e México compensaram parcialmente a retração chinesa. No mesmo sentido, alguns países também registraram crescimento expressivo nas compras como a Argentina, Indonésia e Arábia Saudita.
Nesse cenário, segundo o Cepea, a diversificação dos mercados ganha relevância para sustentar o desempenho das exportações brasileiras no restante de 2026.
Fonte: Globo Rural
Foto: José Fernando Ogura/AEN

0 Comentários