Justiça condena Hytalo Santos a indenizar ex-seguranças em R$ 60 mil

Foto: Reprodução/Instagram @hytalosantos

O Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13) condenou o influenciador Hytalo Santos por assédio moral contra dois ex-seguranças que integraram sua equipe. Em uma das ações, o tribunal também reconheceu a ocorrência de assédio sexual, além de apontar condições consideradas degradantes de trabalho. Preso há 1 ano e 11 dias na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa (PB), Hytalo cumpre pena de 11 anos e 4 meses de prisão por exploração sexual de crianças e adolescentes.

A Justiça determinou que o influenciador pague R$ 60 mil por danos morais aos dois profissionais, sendo R$ 30 mil para cada. A decisão também responsabiliza solidariamente pelo pagamento o marido do influenciador, Israel Vicente, e empresas ligadas a Hytalo.

Entre as situações analisadas pelo tribunal estão denúncias de condições consideradas degradantes no ambiente de trabalho e, no caso de um dos profissionais, acusações de assédio sexual praticado pelo próprio influenciador.

Relatos dos ex-seguranças

A Justiça do Trabalho condenou Hytalo Santos a pagar R$ 30 mil de indenização a cada um de dois ex-seguranças, em processos que envolvem acusações de assédio moral e sexual. Os funcionários relataram toques físicos indesejados, comportamentos invasivos, agressividade após consumo de álcool e situações constrangedoras no ambiente de trabalho.

Os ex-seguranças também denunciaram condições precárias de trabalho, incluindo restrições ao uso dos banheiros da residência, além de outras situações consideradas vexatórias pela Justiça.

As decisões reconheceram ainda o vínculo empregatício direto dos dois profissionais com Hytalo e determinaram o pagamento de verbas trabalhistas, como horas extras, adicional noturno, FGTS, férias, 13º salário e aviso-prévio. Um dos seguranças também teve reconhecido adicional de periculosidade.

A defesa de Hytalo nega as acusações e afirma que as decisões são de primeira instância, ainda sujeitas a recursos. Os advogados sustentam que as alegações serão contestadas nas instâncias superiores.

Hytalo Santos e Israel Vicente permanecem presos preventivamente desde agosto de 2025 e também respondem a processo na Justiça comum por acusações relacionadas a tráfico

de pessoas para exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão.


Fonte: Portal Leo Dias