A Polícia Civil apreendeu, na manhã desta terça-feira (8), um adolescente suspeito de matar Eduardo Amaral, de 30 anos, dentro de uma residência em Pato Branco, no Sudoeste do Paraná. O crime aconteceu no dia 30 de agosto, na Rua Fernando Ferrari.
Segundo o delegado Éder de Oliveira, responsável pela investigação, a equipe cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o adolescente, que era investigado por ato infracional análogo ao crime de homicídio doloso qualificado.
Durante as diligências, os policiais apreenderam uma faca e um facão que teriam sido utilizados nas agressões. De acordo com o delegado, a investigação reuniu elementos que apontaram a autoria e comprovaram a materialidade do crime.
O adolescente foi ouvido na presença da mãe e, posteriormente, encaminhado a um CENSE (Centro de Socioeducação), onde deverá cumprir a medida socioeducativa determinada pela Justiça.
Investigação aponta motivação
De acordo com o delegado, havia um histórico de conflitos entre o adolescente e a vítima. Os dois já teriam se envolvido em outras brigas.
No dia do crime, a vítima estava na residência da mãe do adolescente. Segundo a Polícia Civil, havia uma medida protetiva relacionada à convivente da vítima, mãe do adolescente, mas houve consentimento para que o homem permanecesse no imóvel.
Conforme a investigação, ao tomar conhecimento da presença da vítima na casa, o adolescente foi até o local. O homem estava tomando banho quando o jovem teria arrombado a porta do banheiro e desferido diversos golpes com as armas. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu.
A Polícia Civil também apurou que a vítima era investigada por uma denúncia de estupro envolvendo uma jovem de 19 anos com necessidades especiais, que é irmã do adolescente.
O delegado afirmou que, durante o depoimento, o adolescente declarou ter cometido o crime como uma forma de fazer justiça pela irmã. No entanto, para a Polícia Civil, o homicídio não ocorreu no calor do momento, mas foi praticado de forma premeditada.
Adolescente não demonstrou arrependimento
Segundo Éder de Oliveira, o adolescente demonstrou frieza durante o depoimento e não apresentou arrependimento pelo crime.
Ainda conforme o delegado, o jovem afirmou que faria novamente o que fez por considerar que estava fazendo justiça com as próprias mãos.
A investigação também apurou que o adolescente teria tido a intenção de esquartejar a vítima, mas não conseguiu concluir o plano por circunstâncias que impediram a ação.
O procedimento foi encaminhado à Vara da Infância e da Juventude. O adolescente permanece à disposição da Justiça para a aplicação da medida socioeducativa pertinente.
Fonte: Catve
Foto: Catve

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