Perícia revela sinais de asfixia em menina de 5 anos morta em Ramilândia

Foto: Catve

O corpo de Rebeca Yasmin Cerdan, de 5 anos, foi liberado após exames preliminares realizados na Polícia Científica, em Foz do Iguaçu, e sepultado na manhã desta quarta-feira (9), no Cemitério Municipal de Ramilândia. A perícia apontou asfixia como causa preliminar da morte.

O exame foi realizado para esclarecer a causa do óbito. Segundo as informações repassadas na reportagem, os sinais encontrados indicam que a menina ficou sem ar após ser enforcada.

O pai da criança, de 30 anos, foi preso em flagrante no dia do crime. Ele estava escondido em um dos cômodos da casa onde a menina vivia com os avós paternos.

Conforme a Polícia Civil, durante o interrogatório, o homem confirmou ter usado cocaína e maconha antes do crime. Ele também afirmou que teve um surto psicótico e fez referências religiosas.

Ainda durante o interrogatório, segundo a investigação, o homem disse que matou a filha com as próprias mãos para atingir a mãe da criança. O caso é investigado como vicaricídio, quando a morte do filho é usada para causar sofrimento à mãe.

A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e até um helicóptero. No local, uma equipe de saúde tentou prestar atendimento à menina, mas ela já estava sem vida.

A morte provocou revolta em Ramilândia. Segundo a Polícia Militar, moradores tentaram avançar contra o suspeito, e as equipes de segurança precisaram preservar o local e controlar a movimentação.

A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Matelândia. O homem permanece preso e à disposição da Justiça.

Rebeca estudava no CMEI Maria Alice de Barros. Após a morte, um sinal de luto foi colocado na entrada da unidade, e as aulas da rede municipal de ensino foram suspensas por um dia.


Fonte: Catve