Fachin manda recados em meio à crise no STF e fala sobre preservar a integridade da Corte

Foto/ Alejandro Zambrana/STF

Em meio à crise interna enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, Edson Fachin, afirmou que a Presidência tem o dever de preservar a integridade e o funcionamento do tribunal. Nesta quarta-feira (9), Fachin centralizou procedimentos relacionados às investigações envolvendo ministros do Supremo e decisões conflitantes sobre o comando da Polícia Federal.

Fachin suspendeu tanto a decisão de André Mendonça, que havia afastado o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, quanto a decisão de Flávio Dino que determinava a reintegração dos dois aos cargos. O ministro também assumiu a relatoria de procedimentos ligados ao chamado Inquérito das Fake News e suspendeu investigações contra integrantes do STF.

A crise teve origem em divergências relacionadas às investigações do Banco Master e ganhou força após a divulgação de um relatório da PF com mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O documento foi solicitado por Mendonça e posteriormente questionado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a nulidade da apuração.

Agora, o caso será levado ao plenário do STF. Fachin convocou uma sessão para a próxima terça-feira (15), quando os ministros deverão analisar a validade do relatório da PF e discutir se deve ser aberta ou arquivada uma investigação envolvendo Moraes.

Segundo Fachin, a sucessão de decisões individuais entre ministros, envolvendo os mesmos fatos e autoridades, criou um cenário de conflitos e sobreposições processuais que poderia comprometer a ordem pública e a própria integridade da Corte. A expectativa é que o plenário defina os próximos passos para os procedimentos relacionados ao Banco Master, à PF e aos ministros envolvidos.

Fonte: G1