O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia contra um advogado de 25 anos, acusado de assassinar a médica Gassi Mazia, de 37 anos, em Maringá, no norte do estado. De acordo com o documento apresentado no último domingo (27), após o crime, o homem tomou banho, trocou de roupas e fugiu do local utilizando o carro da vítima. O suspeito trancou o apartamento, deixando o bebê do casal, de apenas oito meses, sozinho e exposto ao perigo junto ao corpo da mãe.
O feminicídio ocorreu na noite de 5 de setembro. As investigações e o laudo pericial apontam que o homem não aceitava o término do relacionamento e invadiu a residência da ex-companheira para executá-la. No local, a médica foi esganada e morta por hemorragia aguda após ser atingida por 14 golpes de faca. Diante da brutalidade do ato, o suspeito foi denunciado pelos crimes de abandono de incapaz e feminicídio qualificado, com agravantes por motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
A criança foi resgatada horas depois por um familiar de Gassi, que precisou arrombar a porta principal do apartamento ao ouvir o choro ininterrupto do bebê. Na mesma noite, o agressor dirigiu até a cidade de Mandaguari, localizada a 32 quilômetros de Maringá, e confessou o crime a uma parente enquanto ainda estava dentro do veículo roubado. A testemunha acionou a Polícia Militar e o resgate médico, pois o autor do crime apresentava ferimentos na região do pescoço.
Detido em flagrante, o indivíduo permaneceu internado sob escolta policial até o dia 10 de setembro, data em que recebeu alta e foi encaminhado à delegacia. A pedido do Ministério Público, que destacou a frieza e a crueldade do acusado no momento da execução, a Justiça já havia convertido a prisão em flagrante para preventiva. A defesa do advogado ainda não se manifestou oficialmente sobre a denúncia.
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

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