O resultado das eleições reacendeu o debate sobre os limites das pesquisas de intenção de voto e sobre como a inteligência artificial pode contribuir para melhorar esse tipo de levantamento. Segundo o especialista Álvaro Machado, a IA pode ser usada para segmentar populações e identificar diferentes perfis de eleitores, além de analisar probabilidades e a confiabilidade das respostas.
O especialista destaca, porém, que pesquisas eleitorais não têm como objetivo prever exatamente o resultado, já que preferências podem mudar até o momento da votação. Entre as novas tecnologias estão os chamados “respondentes sintéticos”, criados por IA, e entrevistadores virtuais, que podem ampliar a escala das pesquisas, mas ainda apresentam limitações e não substituem completamente os entrevistados reais.
Machado também aponta para o futuro dos chamados gêmeos digitais, capazes de reunir informações sobre comportamentos e preferências. A tecnologia, no entanto, levanta preocupações sobre privacidade, uso de dados pessoais e segurança, enquanto a tendência é de que a análise do comportamento humano se torne cada vez mais baseada em ferramentas computacionais.
Foto: Reprodução CNN

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