Paraná, reduz casos de dengue com instalação de 900 armadilhas para monitoramento do Aedes aegypti

Foto: CATVE

O combate à dengue mudou de estratégia em Cascavel. Armadilhas foram instaladas em centenas de casas para capturar o mosquito transmissor da doença.

O vaso plástico tem uma função importante: monitorar a proliferação do Aedes aegypti. Centenas deles estão espalhados em residências de todos os bairros da cidade. Trata-se de uma armadilha chamada ovitrampa, utilizada para atrair o mosquito transmissor da dengue.

Ao todo, foram instaladas 900 armadilhas. Elas são colocadas nas residências com a concordância dos moradores e recolhidas a cada cinco dias.

Os agentes de endemias fazem a coleta periódica e, depois, cada paleta é analisada em laboratório.

Dona Marilene já se acostumou com a visita semanal dos agentes. Na casa dela, não foram encontrados ovos do mosquito.

Ainda há, porém, localidades que exigem maior atenção. Se antes a infestação do Aedes aegypti era verificada a cada três meses, agora é possível identificar, praticamente em tempo real, onde estão os focos e agir com mais rapidez para evitar a proliferação.

A mudança já reflete nos números de casos das doenças transmitidas pelo inseto. Cascavel registra atualmente três casos confirmados de dengue — 88% a menos que no mesmo período de 2025, quando havia 25 confirmações.

As notificações também diminuíram: passaram de 1.304 em 2025 para 495 neste ano.

Fonte: CATVE